Poema do Pe. Joaquim Alves

Bateu-me à porta aberta um pobrezito
Que eu nunca tinha visto.
(Um pobre é sempre Cristo,
Crucificado e aflito.
Que pede e traz conforto...)

Retirou-se contente o bom do velho
E eu me fiquei absorto,
Pensando em certa lauda do evangelho
- Precisamente aquela em que se diz
Que um dia há-de ser feliz
Na Bem-aventurança!

Que bela alma tinha o bom velhinho
Que, sem desconfiança,
Bateu à minha porta esta manhã
Muito cedinho!

Espero que ele em breve voltará
E me trará,
No seu rosto de alado serafim,
A esmola dum sorriso como aquele
Que há pouco me oferecera. Porque, enfim,
Eu não lhe faço grande falta a ele,
Mas ele faz-me muita falta a mim...

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